nomegustanomes:

SHE

- EU NÃO QUERO SABER, EDUARDO! - gritei que os vizinhos do terceiro andar no dia seguinte me ligaram para saber o que aconteceu. 

- mas, amor… - ele tentou me interromper.

 - AMOR O CARALHO! TU ME TRAI COM AS VAGABUNDAS DA ESQUINA E DEPOIS VEM COM AMOR?

Ele fingiu o choro de lagarto, que sinceramente, não me comoveu.

- Para de chorar que tu é um péssimo ator. - respirei fundo - Vai ser assim: eu vou sair pra respirar, pra me livrar da tua cara e desse cheiro de puta que trouxe pra dentro de casa. Quando eu voltar eu espero que tu esteja em um outro continente, que esqueça que a gente namorou um dia, que ME esqueça. Leva tudo que é teu embora. Ah, aproveita e leva os lençóis de casa, que sabe-se lá quem tu trouxe pra cá. ME LARGA!

Desvencilhei-me dos braços dele, peguei minha bolsa, meu casaco e cachecol. Saí batendo a porta. Os fofoqueiros do apartamento do lado estavam com a porta entreaberta, só cuidando a movimentação. Se minha mãe não tivesse me dado educação, juro que tinha mostrado o dedo do meio para aqueles velhos.

Mal saí do prédio e grossas lágrimas começaram a cair. Eu não me preocupava mais se elas escorriam ou não. Pouco me importava o que as pessoas iriam pensar. Minha vida já estava na merda mesmo. O que uns poucos que nada sabem da minha existência iriam pensar, não me faria diferença.

Caminhei sem rumo uma meia hora. Virei numas esquinas que não sabia para onde iam. Entrei em ruas escuras tentando inventar um caminho novo. Um caminho que eu não precisasse voltar para aquela casa que só me traria fantasmas. Eu precisava de uma casa nova, vizinhos novos, coração novo, amor novo… Tudo novo! Entrei no primeiro bar aberto que encontrei. Já passava das onze. Me sentei à bancada e pedi qualquer coisa.

O Barman me olhou com uma cara de desaprovação, eu só o fulminei com os olhos. Fiquei ali bebendo qualquer porcaria que ele me colocava na frente e chorando silenciosamente até eles fecharem, ou melhor, me expulsarem. Saí. Desatinada. Não queria voltar. Aliás voltar ficava pra que lado mesmo? Ficar na rua não seria nada mal se eu ao menos conseguisse apertar o spray de pimenta.  Ainda estava parada em frente ao bar tentando encontrar uma coordenada geográfica mais possível quando sinto alguém tocar no meu ombro e perguntar:

- Posso ajudar?

nomegustanomes: CHAPTER 1 O grito dela retumbou nos quatro cantos do quarto. Parteiras...

nomegustanomes:

CHAPTER 1

O grito dela retumbou nos quatro cantos do quarto. Parteiras corriam pela casa pegando as últimas toalhas necessárias.

Ana em sua camisola branca suava descontroladamente. A dor era insuportável. Parecia que todos seus ossos estavam sendo esmagados. Tudo que precisava era da…

believing in even the possibility of a happy ending is a very powerful thing

vintagegal:

Marilyn Monroe in How to Marry a Millionaire (1953)

waldorfpwnsall:

“No, not like this.”

“I meant something like that”